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Assuntos Gerais sobre Segurança do Trabalho

Segurança do trabalho: 2 grandes obstáculos enfrentados por profissionais da área

“Muito já foi conquistado, mas situações diárias que surgem como atos inseguros ou mesmo dificuldades no exercício da profissão de segurança do trabalho são os desafios contemporâneos.”

Superar dificuldades talvez seja o grande lema quando tratamos sobre o 1º de maio. Muitas das datas históricas  guardam histórias de combate e superação.

Essa data, comemorada em diversos países, surgiu como reivindicação dos trabalhadores por melhores condições de trabalho na forma de uma greve geral, na cidade de Chicago, nos EUA, no século XIX.

Dois séculos depois, a Segurança do Trabalho procura assumir esse papel de enfrentamento por melhores condições. Muito já foi conquistado, mas situações diárias que surgem como atos inseguros ou mesmo dificuldades no exercício da profissão de ST são os desafios contemporâneos.

Vamos discutir sobre essas situações e apresentar soluções ou alternativas para superação desses obstáculos.

2 grandes dificuldades da carreira de segurança do trabalho

1 – Falta de apoio da gerência e do colaborador

Muitas das atividades industriais – para não dizer todas – são realizadas ou planejadas em equipe. Você pode até trabalhar sozinho, mas a sua demanda deve repercutir no trabalho de outras pessoas.

O trabalho em equipe, para ser bem sucedido, precisa contar com entrosamento de todos os envolvidos. O objetivo deve ser único, o planejamento deve envolver todos os cenários de trabalho, as etapas da execução devem ser assimiladas por todos.

A demanda de ST não pode ser entendida como de responsabilidade única dos profissionais que se especializaram nesse segmento. Precisa do apoio do alto escalão da empresa e dos demais colaboradores. Uma justificativa compreensível para isso é concretizada na quantidade (dimensionada por lei, conforme vimos aqui) desses funcionários no ambiente ocupacional; o número de profissionais de ST é bem inferior aos de outros cargos técnicos. Além disso, o foco na segurança é atribuído às atividades exercidas pelos colaboradores desses outros cargos, o que deveria reforçar o comprometimento de todos com as normas aplicáveis.

A falta de apoio por parte da gerência é observada como não incentivo às regras de segurança na forma de retenção de investimentos (observar que não usei “retenção de gastos”) e não participação mínima no cotidiano laboral. A falta de apoio por parte dos demais colaboradores repercute principalmente no descumprimento das legislações vigentes de segurança.

Vamos discutir essas questões.

  • Retenção de investimentos: “Não é gasto; é investimento”. Quem nunca ouviu ou usou essa máxima para abordar uso de dinheiro em determinadas situações? As empresas e seus gestores só terão seus indicadores de segurança positivos quando compreenderem que todo e qualquer esforço no segmento de ST, aliado à qualidade, e investimento nessas práticas são grandezas diretamente proporcionais. Isso não significa liberar o caixa da empresa para adoção de medidas sem profunda análise, como robotizar o colaborador inteiro de EPI ou divulgar em panfletos e sites práticas de segurança não disseminadas como hábitos por todos os colaboradores. Investir em Segurança do Trabalho é propiciar treinamento adequado, conhecer as demandas deste setor para com as atividades desenvolvidas pela empresa, buscar métodos (mecanismos e softwares) confiáveis no mercado para melhor atuação na gestão de riscos.
  • Não participar do cotidiano laboral: outra máxima – “o exemplo vem de cima”. O mercado está saturado de chefes (pessoas que mandam). O mercado precisa de líderes, gente que sirva de inspiração. Os gestores não conseguirão sucesso em planejamentos (lê-se prosperidade na atuação do segmento de ST da empresa) se não forem entrosados com a demanda diária de seus colaboradores. Não é necessário ir ao local operacional todos os dias, mas observar e incentivar práticas de ST seriam ótimos parâmetros. Como? Promova ações, treinamentos e palestras de conscientização em sua empresa (noções de saúde e higiene; melhorias em procedimentos e práticas nas atividades laborais) e participe dessas mobilizações junto de seus colaboradores. Líderes são referência!
  • Descumprimento das normas de segurança: aos demais colaboradores cabe o entendimento de que Segurança do Trabalho alcança limites maiores do que os impostos pelas atividades cotidianas de uma empresa. Muito mais que realizar uma tarefa em segurança, as práticas de ST objetivam garantir a integridade dos envolvidos, isto é literalmente, manter-se vivo e bem. Gambiarras, “jeitinhos”, brincadeiras fora de hora e outros atos inseguros vão contra absolutamente tudo que é preconizado nas legislações de ST e acabam por dificultar o cumprimento das atividades em segurança.

2 – Problemas na Gestão de Riscos

 No tópico anterior, procuramos abordar o lado humano ruim, ou seja, que venha contribuir negativamente para as práticas da Segurança do Trabalho, dificultando a demanda e observância do que é preconizado como seguro e certo no cotidiano laboral de uma empresa. Esses atos inseguros podem resultar em acidentes do trabalho.

Quando alguma coisa foge ao planejado (ao não previsto), medidas devem ser tomadas para se repensar a gestão de riscos. Isso pode se tornar um problema quando a gestão não é realizada de maneira eficaz ou quando a empresa possui um porte médio ou grande, atue com uma série de atividades diversas ou possua uma quantidade considerável de setores.

Contar com apoio da tecnologia será uma solução inteligente nessa gestão: padronização, referências e especificação são determinantes nesse processo.

Assim como organização é um critério analisado e bem visto em inspeções de ST num local de trabalho, a padronização deve ser uma alternativa na gestão de riscos, sobretudo na elaboração de relatórios técnicos. Clareza e síntese de informações são o que todos buscam para solução de seus problemas e, portanto, uma tecnologia de gestão de riscos que contemple essa funcionalidade deve estar entre as práticas de ST de sua empresa.

Outra importante diretriz no processo de gestão aborda as referências. Além da possibilidade de registro de evidências, situar em sua empresa o exato local com ferramenta de geolocalização contribuirá para análises mais assertivas e tomada de decisões mais rápidas quanto ao implemento das medidas de ST.

A localização exata dos potenciais de risco se complementa, num relatório detalhado, a uma opção de segmentação de setores, isto é, permite destacar riscos iguais ou mesmo divergentes pelos diversos setores da empresa. A especificação, portanto, possibilita análises globais e medidas locais, que podem ser replicadas aos setores afins e trabalhados em gráficos.

Então, resumindo…

Conclusão

Abordar problemas e dificuldades é importante num processo de análise. Obviamente, ficar somente nisso não é saudável. A busca por alternativas e soluções precisa estar disseminada na cultura da empresa, pois apenas assim o crescimento de um significará o progresso de todos.

Nós podemos ajudar com a solução. Tente um contato conosco.

Autor: Victor Pereira de Vasconcelos – Engenheiro Mecânico, Técnico de Segurança do Trabalho e Redator EmapX Blog.

 

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